agosto 24, 2006

Top Movies


























1988 - Luc Besson
Versão portuguesa: Vertigem Azul

Não percam as coisas boas que a tecnologia nos oferece. Aluguem o DVD.

agosto 23, 2006

"Há olhos que têm asas"


É o título dado a esta fotografia, pela sua autora, Teresa Rosa, do Cartaxo, vencedora do concurso da National Geographic.





Achei que ficava bem, aqui "pendurada".









Foto: retirada daqui

agosto 22, 2006

Conversa de café, cebolas e datas de aniversário



Se há coisas que me fascinam na blogosfera é a existência desses autores de blogues que nunca se esquecem dos aniversários dos outros blogues. Quando percorro blogues ao acaso, o que me acontece frequentemente, e leio posts do tipo aniversáriodependente, fico pasma com os tiros certeiros. Eu nem do meu me lembro.

Na vida real, sou incapaz de me lembrar dos aniversários (excepto os do mesmo tronco da árvore genealógica, claro). Por muito que estime um amigo, um tio, uma prima afastada, não me consigo lembrar de datas.

Há dois anos, a minha vida mudou ao abrir um presente de aniversário (coincidência). Fiquei pasma com as capacidades tecnológicas da minha nova caixinha de conversa. É que, para além de poder fazer e receber chamadas, tinha uma coisa que se chamava agenda, e que me permitia registar todas as datas importantes (ou não) de amigos, familiares, animais de estimação, superiores hierárquicos e mais que convenha. Passei uma tarde com a minha mãe a memorizar, no meu novo telélé, as datas dos anais da família. Desde aí, nessas datas registadas, às 10h00 em ponto, ele toca e chama-me para o grupo das pessoas que nunca se esquecem. Maravilhas da tecnologia!

No meu grupo de amigos mais próximos, tenho uma amiga que em tudo se assemelha às capacidades tecnológicas do meu novo telemóvel. Nunca esquece datas de aniversário, de casamento, de baptizado, do dia da compra do novo carro, da primeira ida ao dentista, do primeiro corte de cabelo dos filhos dela e dos outros, de pormenores que não lembra ao mafarrico. Uma agenda ambulante que, por vezes, tem reminiscências de Néné Cebola.
Para quem não sabe, e registem este facto importantíssimo, o Néné Cebola era uma personagem cá do burgo que sabia detrás para a frente e de frente para trás a lista telefónica. Noutra terra terá outro nome qualquer, em Tomar era o Néné Cebola.

Na semana passada, depois de uma pesada sessão de ginástica com mais três amigas, entre as quais a de que falei acima, decidimos ir fumar um cigarro e beber um café, para repor o organismo nos limites normais de toxicidade. No meio da conversa, saltou uma data de aniversário para cima da mesa do café, lançada pela tal. Sendo uma data de aniversário de uma pessoa que nem faz parte do nosso grupo de amigos, nenhuma resistiu e tivemos que fazer comentários. “E como é que consegues? E não serás da família do Néné Cebola? Como é que é possível? Etc, etc, etc”.

Durante muito tempo, muitos anos, pensei que se socorresse de uma agenda tipo aquela que eu descobri só há dois anos, mas a verdade é que consegue armazenar, naturalmente, toda aquela informação e expedi-la nas datas correctas, o que causa nos outros um sentimento de fraqueza, de impotência, de extenuação o qual é impossível de combater. Causando ainda uma preocupação constante: a de não esquecer nenhuma data que lhe diga respeito a ela, podendo, tal facto, por em risco uma bela amizade! (Não imaginam os telefonemas que fazemos umas às outras quando uma de nós se lembra de uma data que está próxima).

E por que é que eu escrevi um post para falar disto?
Porque nessa conversa de café, no meio da brincadeira, das bocas que lhe lançámos referentes àquela sua aptidão, quebrou-se um mito que existia já há vários anos, pelo menos há tantos quantos os que dura a nossa amizade.
Ela respondeu:
- E pensam que não é enervante?!!

agosto 21, 2006

Programa

Se o Céu me castigar e não quiser acolher-me, pode enclausurar-me nesta cela, que para mim não será castigo, mas prémio. Pouco a pouco, com o passar dos anos, desfaço as suas paredes, ganhando força interior, conhecimento e a minha liberdade.

Heaven can wait




Azul profundo, verde penetrante, calma, reflexo ténue da flora nas águas límpidas. O cheiro da floresta, o calor do sol na tez morena de outros raios, a água tépida, quase lânguida.
Este fim-de-semana, mais uma vez, tive a prova de que o Céu existe e nem preciso de procurá-lo.

Aqui tão perto.
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agosto 18, 2006

Voltei de férias...



Tenho que arrumar a casa! Isto está a precisar de uma vassourada bem dada.
Links desactualizados, posts atrasados, ligações em falta, ... é o que faz termos muito em que pensar, o que fica para último são sempre as limpezas!

Vá, toca a agarrar no aspirador, no pano do pó e deixar tudo cintilante, para este novo ano (eu sei que estamos só em Agosto, mas para mim é um novo ano) começar em grande.

Acho que me vou exceder e até vou comprar um balde de tinta e pinceis e dar uma cor nova a isto tudo!


Até já! Vou ali aos Templates.

julho 21, 2006

...

Não foi ainda há muito tempo que tive um sonho que me perturbou. Eram cinco da tarde, o sol começava a perder o brilho do dia e as sombras davam lugar aos soalheiros recantos do meu jardim. Numa nuvem distante um pássaro voava em direcção ao Sul. Perder-se-ia por esses mundos longínquos repletos de cheiros, de cores, de línguas babilónicas? Sonhei com outra vida, muito para além da minha, onde tudo fazia sentido, onde os passos eram decididos, vigorosos e as ideias claras, límpidas. Tudo batia certo.
A amizade, o amor, eram claros como a água cristalina que brota das nascentes. Havia um sentido único que nos impelia para o fim. Um fim cinéfilo, em que todos viveriam felizes para sempre. Não o fim, tal como nós o encaramos, incerto, misterioso, no qual relutantemente pensamos durante a vida. O caminho era a felicidade, o agradecimento perpétuo por tudo o que nos era oferecido. Uma alegria dominante, uma paz de espírito.
Pensei que se a vida assim fosse, não teria que lutar contra ela, mas por ela. Seria bem mais simples…


Imagem: Cadmus and Harmonia (1877)