fevereiro 01, 2006

Os homens estão loucos, os deuses continuam sãos...

(Deus: Penso que a minha maior criação foi o sentido de humor, a ironia é que aqueles que reclamam que são os que mais acreditam em mim, são os que menos têm)


Século XXI, Planeta Terra (pequeno grão de areia na imensidão do espaço).


A evolução tecnológica registada permite aos seus habitantes contactar o lado oposto do mesmo com um simples click. Milésimos de segundo para comunicarem entre si. A comunicação é lata, evoluiu mais rápido do que qualquer outra ciência e começa a ficar desgovernada.


Noruega: um país nórdico do continente europeu.
Liberdade de expressão: uma das máximas dos seus habitantes.


Setembro de 2005: num jornal nacional são publicados cartoons satíricos sobre o Profeta Maomé. Regista-se uma onda de protestos por parte da comunidade islamica que habita esse País. Nenhum incidente digno de registo.


Janeiro 2006: a revista cristã Magazinet (norueguesa) decide publicar os mesmos cartoons.
A revista chega a todo o mundo islamico: explode uma onda de protestos com ameças de morte, expulsão de norugueses de países islamicos, encerramento de representações diplomáticas, boicotes a produtos noruegueses, ardem bandeiras norueguesas, cresce o ódio.



Li vários artigos sobre o caso que, para mim, sinceramente, me parece ridiculo. Normalmente quando alguém não encaixa bem uma piada, seja ela satírica ou não, é porque existe algum sentimento recalcado que a impede de perceber com clareza. Sentimentos de culpa, de inferioridade, de perseguição, de raiva, de impotência ou muitas vezes um sentimento de revolta por não ter o poder de evitar que lhe façam piadas satíricas sobre algum ponto fraco.


O 11 de Setembro marcou, deixou feridas difíceis de sarar e também acabou por ser injusto para com a generalidade do povo islamico. O fanatismo concedo que não habitará todos os seguidores de Maomé, no entanto, foi em nome dele que as maiores atrocidades dos últimos anos foram executadas. É normal (ou talvez não seja) que se meta tudo no mesmo saco. É normal na espécie humana, que está em constante evolução e ainda não conseguiu atingir o Nirvana. Os defeitos da raça humana, por muitas evoluções que tenhamos tido, continuam todos cá.


Agora observem um dos cartoons que deu origem à polémica:


Tudo por causa disto??


Tendo em conta que o Profeta Maomé pregou a paz com Deus e entre os homens, deverá estar neste momento a dar reviravoltas no túmulo pela reacção descabida. Se os politicos têm poder de encaixe para os ataques satíricos que sofrem diariamente, acham que um Profeta não teria??
Aqui é que é caso para dizer: Pelo amor de Deus!!!!


Caso estejam interessados em ver os outros 11 cartoons, cliquem aqui e corram a página até abaixo: BrusselsJournal


E para que não pensem que não existem cartoons satíricos contra a religião cristã aqui fica um deles para que se possam deliciar e rir do mesmo e de nós próprios, pois foi para isso mesmo que foi criado:

É verdade!!...

Caso não tenham reparado os meus amigos benfiquistas lampiões, o SPORTING ganhou, no passado Sábado!! (disfruto, enquanto posso :-)

janeiro 24, 2006

Back to "Cavaquistão" (Estou de volta)

A dica que deixei no último post indicava Havana, Cuba.

Voltei no domingo depois de uma semana que me deixou perplexa pela negativa.
Já sabia que iria visitar uma ditadura, já sabia que iria visitar um país pobre, mas a carga negativa que o país transpira superou por demais as minhas piores expectativas.

Este não foi o primeiro país pobre que visitei, no entanto, foi o que mais me chocou.
Talvez sejam os vestígios de uma era dourada, que ainda restam e que nos deixam adivinhar o quanto podemos afundar-nos em ideais.

A lindíssima arquitectura colonial espanhola que se pode admirar em todo o país, completamente desmoronada, degradada, onde vivem famílias sem dinheiro para a remediarem. Os carros americanos (Chevrolets, Buicks, Cadillacs), um “museo volante” como lhe chamam os cubanos, outro desses vestígios de uma época em que o petróleo nascia no jardim. Tudo características de uma Cuba turística, que encanta, mas que demonstra que “El Comandante” deveria abandonar o barco e finalmente oferecer a liberdade que prometeu há mais de 40 anos.

Em Cuba tudo é do Estado, já sabíamos! Mas o Estado, tal como o nosso, não tem condições económicas para poder manter um país inteiro.
Digam-me os mais fervorosos desses ideais comunistas e socialistas se teriam a mesma força de viver se trabalhassem para um ideal que não lhes dá sequer para comer.
Mas a educação e a saúde são gratuitas! Sim, claro, mas quando se tira um curso de medicina para receber 20 euros por mês, não sei se valerá a pena…
Quando se trabalha uma vida inteira para viver numa casa que nunca poderá ser nossa, para ter uma empresa da qual o Estado ficará sempre com 51%, não sei se valerá a pena…

O que Cuba tem de mais valioso é aquele povo afável, alegre e ritmado, que não merece viver oprimido, como vive.

Enquanto o comunismo se manteve na Europa, a Rússia tinha todo o interesse em amparar um país irmão a 200 quilómetros da América, onde a bandeira era altivamente hasteada e quase se conseguia ver do outro lado do canal que a separa da Florida. Era o orgulho de um ideal que, como se veio a constatar, quando caíram muros e se abriram fronteiras, não passava disso mesmo, um ideal, um modelo que não funcionou, que não trouxe nada ao povo, quando deveria ter sido o contrário.
Porém Cuba é orgulhosa, “El Comandante” mais ainda e não vergou, não embarcou num barco chamado Perestroika, sofrendo agora as consequências que facilmente se podem constatar in loco. Aliás, Cuba embarcou nele (Doutrina Sinatra), indirectamente, mas não navegou para o mesmo cais. O barco que vinha sempre recheado, quando mudou de nome começou a vir vazio e esse foi, sem dúvida, o maior problema.
Cuba tem recursos para poder sobreviver sozinha, não duvido, mas as feridas antigas têm de ser saradas, as fronteiras comerciais abertas e as politicas mudadas.

E depois há sempre o reverso da medalha. Quando se vive um ideal em que todos deveriam ser iguais, porque é que existem alguns que “são mais iguais que outros”? Não compreendo. E estou certa que o pobre povo cubano também não compreende. Que não vivem todos em condições iguais, disso fiquei certa, só não consegui compreender o porquê. Talvez alguém mo consiga explicar.

dezembro 22, 2005

Boas Festas




Sendo esta uma época propensa à reflexão, ao entendimento, à harmonia, o Alinhavos irá mergulhar de alma e coração no espírito natalício que paira no ar, dedicando-se mais e melhor aos amigos virtuais e especialmente aos reais, que tantas vezes são esquecidos, momentaneamente, fruto do dia-a-dia cada vez mais acelerado, onde o tempo é sempre escasso.

Por agora, desejo a todos um Natal pleno de Paz, Amor, Harmonia, Felicidade e para o futuro Ano que se aproxima, um deslumbrar e concretizar de surpresas tantas vezes desejadas e nunca alcançadas.

Boas Festas a todos.

Sónia

dezembro 21, 2005

Distinção merecida

Foi hoje distinguido, como blogue do dia no DN, o Tomarpartido de Jorge Ferreira.
Uma distinção mais que merecida de um blogue excelente, do qual não prescindo da leitura diária.

Parabéns!!

dezembro 15, 2005

Festa de Natal

Hoje pelas 14 horas e com segunda sessão ás 16 horas, haverá festa no Cine-Teatro Paraíso de Tomar!

A Festa de Natal da Escola Infante D. Henrique, organizada em conjunto pela Associação de Pais e pelo grupo de Professores, terá como novidade bombástica a participação dos pais dos alunos. Ou seja, quem habitualmente se senta na plateia a assisitir ás habilidades dos rebentos, passa para o palco para ser avaliado pelos mesmos.

Ensaiados por Fausto Matias, os pais que decidiram aderir à iniciativa através de uma dança em grupo, terão a benção de estarem protegidos por umas barbas grandes de pai Natal, assim como a restante fatiota, que os esconderá das vergonhas de errar o passo. Mas festa é festa, e se houver enganos, só há uma coisa a fazer: RIR dos próprios e dos outros.

dezembro 07, 2005

E-mail viciante


Os estudos divulgados, ocasionalmente, na comunicação social deixam-me sempre perplexa pela tentativa de "impacto" expressa na forma como são eleitos os títulos para os referidos artigos. Hoje o Expresso dá-nos conta de um estudo que revela que os trabalhadores estão a desenvolver um vício febril pelo correio electrónico, afirmando que alguns trabalhadores gastam metade de um dia de trabalho a gerir a sua caixa de correio.

(Título do artigo:Estudo sobre trabalhadores europeus revela:
Correio electrónico vicia
)

No entanto, clicando no link que nos leva ao texto completo do artigo verificamos que: "A maior parte, 54 por cento, começa a consultar as mensagens antes da hora de trabalho, alguns consultam-nas na hora do almoço, enquanto que 30 por cento prefere vê-las depois de cumprido o horário de trabalho"

(Tudo bons rapazes, que se ocupam do correio fora das horas de expediente! Logo, onde é que está a metade do dia de trabalho dispendida nesta tarefa?).

Analisando também a palavra vício podemos concluir que a escolha não foi a mais feliz uma vez que, e segundo o mesmo artigo:
"A Symantec assinala que o correio electrónico deixou de ser um simples meio de comunicação, para passar a ser uma ferramenta crítica de negócio, sendo utilizado por três quartos (74 por cento) dos inquiridos para marcação ou confirmação de reuniões, por 62 por cento para a gestão de contactos, por 74 por cento para a pesquisa de documentos e por 46 por cento para delegação de tarefas".

(OK, poderá ser vício, mas a palavra vício, por si só, tem uma conotação negativa, e no referido artigo fala-se de "ferramenta crítica de negócio. Logo, vício saudável e recomendável!).

O que me leva a acreditar cada vez menos nos resumos das notícias e a clicar mais vezes no link do texto completo.

É que podem não acreditar, mas hoje estou sem e-mail e cheia de tremeliques, o que me levou a pensar, ao ler o resumo do artigo, que estaria já a desenvolver uma reacção ressacosa do facto de não poder aceder ao mesmo!!

dezembro 05, 2005

Parabéns!

Parabéns ao Jorge Ferreira e ao seu excelente Tomarpartido que fizeram ontem dois anos de vida.