novembro 04, 2005

Inventário do Património Arquitectónico (Serviço Público)


Cidade de Tomar



Enquadramento
Urbano, planície. Cruzada pelo rio Nabão no sentido E. / O. e dominada a N. pelo monte onde se ergue o Convento de Cristo (141812002) e o Castelo (141812006), o seu núcleo antigo implanta-se maioritariamente na margem direita do Rio Nabão, o núcleo mais recente na margem oposta.

Descrição
ESTRUTURA URBANA: Núcleo antigo - planta ortogonal, com os eixos viários dispostos paralelamente às 2 vias principais perpendiculares, a R. Serpa Pinto (antiga Corredoura) e as R. Silva Magalhães e Infantaria 15 (antiga R. Direita). Núcleo moderno - o mesmo tipo de planta com os eixos viários paralelos às 2 principais ruas que se cruzam na perpendicular - R. Marquês de Pombal e Av. Ângela Tamagnini.
TECIDO CONSTRUÍDO: como núcleo polarizador no desenvolvimento da estrutura urbana da povoação o edifício dos Paços do Concelho (141812021) e a Igreja de São João Baptista (141812004), dos 2 lados da Pç. da República, onde se unem as 2 principais vias - R. Serpa Pinto e antiga R. Direita (Silva Magalhães e Infantaria 15). - A O. da Pç da República e implantados no morro o Convento de Cristo (141812002) e o Castelo (141812006); um pouco mais abaixo, na mesma colina, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (141812005); no prolongamento da R. Infantaria 15, do lado S., na extremidade da Várzea Grande, o Convento de São Francisco (141812023); mais para S., junto à saída da povoação desse lado, a Capela de São Lourenço (141811010); do lado oposto, no prolongamento da R. Silva Magalhães, do lado N., junto à Várzea Pequena, o antigo Convento da Anunciada Nova (141812033); nas imediações, à saída da povoação, a Capela de São Gregório (141812022) e no topo do morro, a NE., a Ermida de Nossa Senhora da Piedade (141812037). Na margem esquerda do rio Nabão, no início da R. Marquês de Tomar, a Igreja e o antigo Convento de Santa Iria (141811009); não muito distante do rio, a O., a Igreja de Santa Maria do Olival (141811003). No núcleo antigo da povoação assinala-se ainda a Igreja da Misericórdia (141812035), na Av. Dr. Cândido Madureira; as imponente arcarias do alpendre dos Estaus (141812017), a antiga albergaria medieval, junto ao curso do rio, no final deste avenida; a Sinagoga (141812011), no coração da judiaria, na R. Dr. Joaquim Jacinto; vários edifícios solarengos e habitações de carácter burguês dispersos pela malha urbana.

Época de Construção
Séc. 12 / 13 / 14 / 15 / 16 / 17 / 18 / 20


Cronologia
1159 - Doação de Tomar aos Templários por D. Afonso Henriques
; 1162 - construção do castelo por Gualdim Pais e doação de carta de foral à vila; a povoação desenvolve-se inicialmente na Cerca ou Almedina, intramuros, à sombra de uma 2ª cinta de muralhas entretanto construída, na paróquia de Santa Maria do Castelom, do lado de fora da muralha, na vila de Baixo, na paróquia de Santa Maria do Olival, entre a actual R. da Graça e a Corredoura e ainda a N. do castelo, no arrabalde de São Martinho; com a regularização do curso do rio, a vila cresce para S., para a zona da Ribeira, onde a Ordem tinha já os seus moínhos; aí surgiram os edifícios públicos, no Chão do Pombal; séc. 13 - construção da Igreja de Santa Maria do Olival; 1314 - extinção da Ordem dos Templários; 1319, 14 de Março - instituição da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, integrando os bens da extinta Ordem do Templo; a nova ordem é instalada em Castro Marim; 1357 - transferência da sede da Ordem de Cristo para Tomar; séc. 14 - construção da ermida de Nossa Senhora da Piedade; 1417 - o Infante D. Henrique é nomeado Governador e Administrador da Ordem de Cristo; séc. 15, 1ª metade - construção dos Estaus, junto ao Chão do Pombal, onde existiam os antigos Paços do Concelho, construíndo-se então também, nas imediações, as saboarias e o Hospital de Nossa Senhora da Graça; obras no antigo oratório templário, a Charola, construção dos claustro do Cemitério e da Lavagem, da capela de São Jorge e do Paço; séc. 15, meados - construção da Sinagoga; 1467 - início da reconstrução da Igreja de São João Baptista; 1499 - a população que vivia dentro do castelo é forçada a abandona-lo por determinação régia; 1510 - criação da Misericórdia de Tomar; 1510, 1 de Maio - D. Manuel concede a Tomar foral novo; séc. 15, finais / séc. 16 - 1º quartel - construção da nave adossada à Charola henriquina; séc. 16, 1º quartel - construção da Capela de São Gregório e da Capela de São Lourenço; construção das Casas da Câmara; 1530, 24 de Junho - reforma da Ordem de Cristo por frei António de Lisboa, transformando-a numa ordem de clausura; 1532 - início das obras de alargamento do Convento; 1535 - início da construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, que parece ter sido pensada como capela sepulcral para D. João III; 1536 - início da construção da Igreja de Santa Iria; 1557 - início da reconstrução do claustro principal do convento de Cristo, interrompida em 1565; 1567 - início das obras da Igreja da Misericórdia; 1567, 22 de Abril - o cardeal D. Henrique concede a Tomar o título de "Notável Vila"; 1573 - conclusão da Capela de Nossa Senhora da Conceição; 1591 - conclusão do claustro principal do convento de Cristo, obras de remodelação da Charola; 1613 - reconstrução da ermida de Nossa Senhora da Piedade; 1618 - construção da Portaria real, casa da escada e sala dos reis; 1625, 7 de Setembro - início da construção do Convento de São Francisco; 1645 - início da construção do Convento da Anunciada Nova; 1672 - construção do hospital da Misericórdia; 1740 - remodelação das Casas da Câmara; 1789 / 1792 - reforma dos Estatutos da Ordem; 1834 - extinção das ordens religiosas; 1844, 13 de Fevereiro - Tomar é elevada a cidade.

Tipologia
Conjunto urbano, composto, arquitectura românica, gótica, renascentista, manuelina, maneirista, barroca, rococó. Planta ortogonal constituída por 2 eixos viários que se cruzam na Pç. da República, a R. da Corredoura e a antiga R. Direita, e várias ruas paralelas (núcleo antigo), repetindo-se do outro lado do rio num traçado idêntico, em função da R. Marquês de Pombal e Av. Ângela Tamagnini. O principal pólo de atracção do crescimento urbano é a Pç. da República da qual parte a principal artéria, a Corredoura, que faz a ligação com o rio e com a margem oposta, onde se desenvolveu a cidade moderna; o rio constituíu o outro polo de atracção, para ele caminhando todas as ruas paralelas à Corredoura. Edifícios solarengos de 2 e mais raramente 3 pisos, com longas fachadas rasgadas no piso nobre por portas-janelas de sacada com guardas em ferro ou por janelas de avental, por vezes com elaboradas janelas de canto, maineladas, por vezes com pátios, para os quais deitam alpendres apoiados em colunas, com acesso por escada exterior; as diferentes épocas de construção (dos sécs. 16 a 18) podem ser referenciadas pelos diferentes enquadramentos dos vãos - em lintel arquitravado simples ou apoiando-se em mísulas envolutadas, balcões com guardas em colunelos de ferro; vãos de vergas em arco segmentar e frontões contracurvados, normalmente com guardas em ferro de motivos fitomórficos, barrocos; alguns ornatos florais misturando-se com concheados identificam um gosto rococó. Os edifícios burgueses, com 2 ou 3 pisos, repetem alguns destes elementos, embora não mostrem portas-janelas com balcões.

Características Particulares
O núcleo histórico da cidade constitui um interessante exemplo de urbanismo medieval nascido sob a égide da poderosa Ordem dos Templários, primeiro, da Ordem de Cristo, depois de 1319 e, certamente por isso, obedecendo a um traçado em malha de xadrês, com ruas paralelas a 2 eixos principais que se cruzam em ângulo recto, na Pç. da República, desenvolvido entre o morro do castelo, onde se ergueu o Convento de Cristo (141812002) e o rio Nabão. No prolongamento dos braços dos 2 eixos principais - a R. da Corredoura e antiga R. Direita, implantaram-se os 4 conventos de Tomar - o Convento de Cristo, Convento de Santa Iria (141811009), Convento de São Francisco (141812023) e o Convento da Anunciada (141812033).


Bibliografia
SOUSA, J. M. Sousa, Notícia descriptiva e histórica da cidade de Thomar, Tomar, 1903; Anais do Município de Tomar, 8 vols., 1941 / 1972; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Santarém, vol. V, Lisboa; KUBLER, George, SORIA, Martin, Art and Architecture in Spain and Portugal - 1500 to 1800, Harmondswarth, 1959; ROSA, Amorim, História de Tomar, 2 vols., Santarém, 1965, 1982; MOREIRA, Rafael, A ermida de Nossa Senhora da Conceição, mausoléu de D. João III, Boletim Cultural e Informativo da Câmara Municipal de Tomar, nº 1, Tomar, 1981; MELA, Romualdo, Ruas de Tomar e a sua Toponímia, Boletim cultural e Informativo da Câmara Municipal de Tomar, nºs. 1 a 12, Tomar, 1981 / 1989; COELHO, Maria da Conceição Pires, A igreja da Conceição e o claustro de D. João III do convento de Cristo em Tomar, Santarém, 1987; CONDE, Manuel Sílvio Alves, Tomar medieval - o espaço e os homens (séc. 14 / 15) (texto policopiado, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa), 1988; AAVV, Imagens de Tomar - roteiro histórico, Tomar, 1990; JANA, Ernesto, O convento de Cristo em Tomar e as obras durante o período filipino (texto policopiado, FLL), Lisboa, 1991.


Autor e Data
Isabel Mendonça 1997


Ligação: www.monumentos.pt

outubro 17, 2005

Tomar by air



Graças aos aviadores cá da praça tive a oportunidade de sobrevoar Tomar. Foram 15 ou 20 minutos inesquecíveis, que me permitiram obter uma outra perspectiva desta cidade que eu amo, onde nasci e onde vivo. Permitam que partilhe convosco algumas das fotos que consegui tirar, por entre a confusão de me agarrar à protecção e disparar a objectiva. Foi quase um combate aéreo, mas penso que valeu a pena.
Antes de mais quero salientar a qualidade dos pilotos tomarenses, que se agarraram a um sonho e o tornaram realidade. Para os interessados em, como eu, viver uma experiência única, basta dirigirem-se ao campo de voo de Valdonas e informarem-se junto da ATAUL - Associação Tomarense de Aviação Ultra-Ligeira. São profissionais que não descuram a segurança. Não há que ter medo!

Vista do ar Tomar ainda é ainda mais pequenina!


Quem disse que a rotunda da fonte não era bonita? Bom, OK, neste caso depende mesmo da perspectiva!


Já viram como o novo relvado sintético está tão verdinho? E sem contas astronómicas de água.



Um ex libris é sempre um ex libris.



Património nosso e da Humanidade.



O traçado medieval, a praça setecentista.


O Instituto Politécnico de Tomar, um dos pólos dinamizadores da região.



De volta à Terra, neste caso o campo de voo de Valdonas.


Bela viagem, não acham?

setembro 22, 2005

A AUTORA DESTE BLOGUE ALERTA OS MAIS ASSÍDUOS, DE QUE SE ENCONTRA, TEMPORARIAMENTE, EM FASE DE TRABALHO ÁRDUO.

PROMETEMOS SER BREVES! :-)



setembro 06, 2005

Perguntas inocentes carregadas de actualidade


O meu filho, ontem à tarde, depois de dois meses de incêndios no horizonte:

- "Mãe? Aquilo são nuvens ou é um incêndio?"

- "São nuvens, filho."

agosto 31, 2005

BLOGUEMOS



Acima de tudo, gosto do poder de síntese do Arioplano

linkei!

agosto 30, 2005

Hoje estou a ouvir...




Um novo conceito de boys band.

Quatro belas vozes, acompanhadas de quatro belos embrulhos!!

agosto 29, 2005

Hoje sinto-me assim...

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

Álvaro de Campos

agosto 26, 2005

Neste mundo, afinal, tudo não passa de uma ilusão. Mas deixem-nos viver iludidos e não desmistifiquem o que existe de Belo.

Incendies. Trois jours de lutte pour sauver la troisième ville portugaise.
A Coimbra, terres et hommes consumés par les flammes


Par Marie-Line DARCY

vendredi 26 août 2005 (Liberation - 06:00)

Coimbra (Portugal) envoyée spéciale




A perte de vue, les collines de la région de Coimbra semblent avoir rouillé. Les eucalyptus léchés par les flammes ont conservé parfois du feuillage, passé du vert sombre au gris. Des pins sylvestres, moins coriaces, il ne reste souvent que les troncs calcinés, plantés sur une terre devenue noire. Aussi loin que porte le regard, c'est un paysage de désolation, alors que les fumerolles sont encore visibles ici ou là. «C'est dangereux. L'humus dans la forêt portugaise est très épais. Ça brûle en dessous, ça se propage par l'intérieur, et le feu repart s'il trouve des feuilles sèches», explique un pompier volontaire venu en renfort des environs de Lisbonne. Il lutte depuis deux jours dans la région de Penela, gagnée par l'incendie qui a pris aux portes de Coimbra, troisième ville du pays. Un feu curieux, qui présente rarement un front unique. Il se divise, se multiplie, s'apaise puis repart. Dans la matinée, les sapeurs-pompiers locaux sont chargés des opérations de surveillance : ils doivent agir vite, dès que l'humus, chauffé par le soleil s'embrase à nouveau.

Volontaires. Luis raconte qu'il lutte depuis trois jours et trois nuits sans se reposer. Sur son visage, les sentiments mêlés de lassitude et d'impuissance. Autour de cette équipe, quelques habitants de la ville de Penela. Sergio était en vacances, mais il a rejoint le peloton des volontaires pour sauver ce qui peut l'être. Le jeune homme connaît bien la configuration de sa forêt. «Il y a un vrai problème d'entretien des sous-bois. Les gens ne sont plus là pour le faire, ou on ne sait plus à qui appartient la parcelle. Ça coûte cher, et, en même temps, ces bois-là ne rapportent rien.» Il montre le fouillis d'arbustes, d'eucalyptus encore jeunes, de taillis épais où les ronces défient quiconque d'y pénétrer. Sergio n'a même pas le temps de finir son explication qu'il repart en courant prêter main forte sur un nouveau départ de feu.

De l'autre côté de la colline, en direction de Miranda do Corvo, la ville voisine, on aperçoit un gigantesque incendie. Le ballet des Canadairs et des hélicoptères est incessant. De la route, le point de vue est imprenable sur un moutonnement de collines pour l'instant verdoyantes. C'est là que déjeunent quelques habitants. «On n'y comprend rien. Hier, le feu était chez nous [à Penela, ndlr], aujourd'hui il est là-bas, avant-hier il était derrière cette colline», décrit l'un d'entre eux. A Penela, le dernier grand incendie remonte à vingt-trois ans. Alors on accuse pêle-mêle la malveillance, le manque de moyens, l'absence des pompiers. Puis on se reprend : «Sans les pompiers, on ne serait sans doute plus là», confie une jeune femme venue ravitailler les volontaires. Face à l'imprévisible comportement du feu, les pompiers ont en effet opté pour une stratégie de protection des populations et des biens.

Lamas, mardi. Dans cette bourgade de 300 habitants située plus au nord, on a frôlé la catastrophe. Alors que les gens s'étaient rassemblés près du cimetière à la sortie du village pour surveiller l'avancée des flammes, la panique a été soudaine, les femmes et les enfants se sont enfuis en courant : le feu avait atteint le lieu. Dona Deolinda a couru aussi vite qu'elle a pu devant elle, la tête dans les mains : «J'ai vraiment peur. C'est comme ça depuis hier, et maintenant notre cimetière !» Les larmes coulent. De douleur, et de rage aussi. Une femme jette son seau à terre, consciente du dérisoire de son arme antifeu. L'attente des renforts ne sera pas longue, quinze voitures de pompiers et des hélicoptères prennent position autour du village, soudain en état de siège. L'unique bar s'improvise camp de base, des hommes épuisés viennent y chercher un bref réconfort au milieu du bruit incessant des camions-citernes.

Colère. Coimbra, qui abrite l'une des plus anciennes universités d'Europe, domine fièrement le fleuve Mondego. A la périphérie, l'urbanisation gagne sur la forêt, au lieu-dit Santo Antonio dos Olivais. «J'ai passé deux jours et deux nuits sans prendre de repos. Les flammes ont léché les murs de ma maison», explique Jorge Castilho. Sa maison est construite sur les cinq hectares de bois dont il a hérité. «J'ai dépensé 10 000 euros il y a dix ans pour aménager ma petite forêt et ouvrir des chemins qui n'existaient pas. Maintenant, ça a brûlé, je veux bien recommencer. Mais cette fois-ci, dans le cadre d'un plan global d'aménagement du territoire.» Dans une autre rue, un immeuble qui abrite près de cinquante familles a aussi été menacé. Les habitants ont la colère au bord des lèvres. «C'est inadmissible. Le bois devant nous n'a jamais été entretenu. La forêt est toute proche, rien ne l'empêche de venir jusqu'ici. Et c'est ce qui c'est passé», s'exclame Antonio Mateus. Lui et ses voisins ont évité l'embrasement de leur immeuble. «Les feux se préparent en hiver et se combattent avec un verre d'eau l'été venu», lâche-t-il, fataliste.

Le retour de la chaleur estivale a ranimé hier les feux que les pompiers étaient parvenus à maîtriser. Au moins neuf foyers sont hors de contrôle. En une semaine, 73 541 hectares ont brûlé. Et depuis le début de l'année, les incendies ont causé la mort de 15 personnes dont 10 pompiers. A Coimbra règne encore cette étrange sensation d'un danger qui guette. Du feu sous la cendre.

In Liberation

agosto 25, 2005

Chiça!!


Porra! Já estou farta da porcaria das eleições, autárquicas, presidenciais...
Dasss......Já não há pachorra!!!

Isto tudo deve ser por não haver esperanças no horizonte.
Os que lá estão, não me aquecem nem arrefecem, os que para lá querem ir, idem....

Mas quando é que vêm para cá os suecos, afinal??

Não havia aí uma senhora que dizia que se lhe calhasse o euromilhões, comprava Portugal e mandava vir o governo de fora??

Peço encarecidamente à senhora ou senhor (sei lá!) Provedor da Santa Casa que faça o obséquio de cometer uma fraudezinha e dar o justo a seu dono.

Dito!