Ouço a sirene dos bombeiros, mais uns hectares de pinhal que vão deixar de existir. Pinheiros que levaram cinquenta anos a tornarem-se adultos, consumidos pelo fogo em minutos.
A sirene, não sei se devo pensar que é um bom ou um mau sinal. Será bom, porque quer dizer que ainda estão bombeiros disponíveis para combater os incêndios. Será mau, porque é mais um fogo que começa.
A paisagem, por aqui, já está cheia de cicatrizes.
agosto 25, 2005
agosto 24, 2005
O inferno continua
Cheguei na segunda-feira de manhã a Tomar deparei-me com um cenário próprio de apocalipse, o ar irrespirável, a nebina causada pelo fumo, o cheiro a cinzas. Os fogos grassam e consomem todo o verde que nos inunda a paisagem.
A serra que vejo de minha casa está preta, desolante. De dia no horizonte vêem-se os focos de fumo denso, à noite a visão toma formas dantescas. Nublinas vermelhas incandescentes que me assolam, que me cortam a alma, que me fazem querer partir outra vez.
Hoje já se respira melhor, já não tenho aquela sensação claustrofóbica, aquela necessidade de respirar novamente o ar puro que normalmente aqui se respira.
No entanto, lá longe, continuo a ver os focos de fumo denso, ouço os helicópteros, pequenos insectos que tentam sugar a energia demasiado potente do fogo. Ainda cheira a fumo, ...infelizmente....
A serra que vejo de minha casa está preta, desolante. De dia no horizonte vêem-se os focos de fumo denso, à noite a visão toma formas dantescas. Nublinas vermelhas incandescentes que me assolam, que me cortam a alma, que me fazem querer partir outra vez.
Hoje já se respira melhor, já não tenho aquela sensação claustrofóbica, aquela necessidade de respirar novamente o ar puro que normalmente aqui se respira.
No entanto, lá longe, continuo a ver os focos de fumo denso, ouço os helicópteros, pequenos insectos que tentam sugar a energia demasiado potente do fogo. Ainda cheira a fumo, ...infelizmente....
agosto 23, 2005
Novo visual.........espero que gostem!!
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O verde, claro, esse continua. A esperança é sempre a última a morrer e os clichés, também.
O verde, claro, esse continua. A esperança é sempre a última a morrer e os clichés, também.
Segundo – Os Livros
Comecei pelo Maçon de Viena, conselho de um amigo, que não me desiludiu. A intriga, o enigma, o fascínio de descobrir alguns dos códigos da Maçonaria. Uma viagem pela ditadura salazariana, pela demência hitleriana, pelo despotismo iluminado de Pombal, onde se procuram fórmulas, resolvem enigmas. A História recontada. Lê-se de um trago!
Depois recuei até à Idade Média, até à história romanceada da Papisa Joana, Papa João Anglicus. Uma história apaixonante, um livro comovente, sobre a determinação de uma mulher de uma inteligência rara, num mundo feito para homens. Uma descrição quase cinematográfica das invasões bárbaras, de um período obscuro da história da humanidade contrabalançada por uma história de amor puro. Apaixonante!
Numa hora li o Velho que lia romances de amor de Luís Sepúlveda. A luta do homem contra a natureza e a revolta desta contra a luta do primeiro. Viajei pelas densas florestas amazónicas, através de uma história ecologista onde a principal mensagem tem a ver com a quebra de um ecossistema perfeito, respeitado pelos que lá viveram sempre e despudorado pelos que lá chegaram depois. Tentar fazer do que é selvagem, civilizado, nunca foi tarefa fácil. Lê-se rápido e bem!
Felicidade de Will Ferguson, animou-me as férias. Imaginem um mundo perfeito, onde todos são felizes. É o Inferno! Uma história hilariante, passada na América Moderna, cosmopolita. Frase retida: Lema da vida por Reed, um espalha-brasas....Não fumes, não bebas, não comas carne, morres na mesma!
O melhor que os livros têm, são as viagens imaginárias que fazemos. E acreditem que viajei imenso!
Depois recuei até à Idade Média, até à história romanceada da Papisa Joana, Papa João Anglicus. Uma história apaixonante, um livro comovente, sobre a determinação de uma mulher de uma inteligência rara, num mundo feito para homens. Uma descrição quase cinematográfica das invasões bárbaras, de um período obscuro da história da humanidade contrabalançada por uma história de amor puro. Apaixonante!
Numa hora li o Velho que lia romances de amor de Luís Sepúlveda. A luta do homem contra a natureza e a revolta desta contra a luta do primeiro. Viajei pelas densas florestas amazónicas, através de uma história ecologista onde a principal mensagem tem a ver com a quebra de um ecossistema perfeito, respeitado pelos que lá viveram sempre e despudorado pelos que lá chegaram depois. Tentar fazer do que é selvagem, civilizado, nunca foi tarefa fácil. Lê-se rápido e bem!
Felicidade de Will Ferguson, animou-me as férias. Imaginem um mundo perfeito, onde todos são felizes. É o Inferno! Uma história hilariante, passada na América Moderna, cosmopolita. Frase retida: Lema da vida por Reed, um espalha-brasas....Não fumes, não bebas, não comas carne, morres na mesma!
O melhor que os livros têm, são as viagens imaginárias que fazemos. E acreditem que viajei imenso!
Primeiro – O concerto
Unos, dos, tres, catorce....

In CoExist
U2, o concerto da minha vida, com o grupo da minha vida.
Fiquei extasiada, esmagada, siderada. Ultrapassou as minhas expectativas.
A corrente de energia foi fulgurante, de arrepiar.
A Lua lá alto, o espaço leonino, o orgulho de ser português, as luzes em palco, a voz ouvida pela primeira vez ao vivo, os corpos que se moviam ao som dos acordes, o calor de um Agosto infernal, aqui quase paradisíaco. No fim, o cansaço, a viagem pela frente, e já um toque de “soube a pouco” (apesar de ter durado duas horas) e de “repetia a dose hoje mesmo, outra vez”.
Senti-me novamente jovem, novamente eu.

In CoExist
U2, o concerto da minha vida, com o grupo da minha vida.
Fiquei extasiada, esmagada, siderada. Ultrapassou as minhas expectativas.
A corrente de energia foi fulgurante, de arrepiar.
A Lua lá alto, o espaço leonino, o orgulho de ser português, as luzes em palco, a voz ouvida pela primeira vez ao vivo, os corpos que se moviam ao som dos acordes, o calor de um Agosto infernal, aqui quase paradisíaco. No fim, o cansaço, a viagem pela frente, e já um toque de “soube a pouco” (apesar de ter durado duas horas) e de “repetia a dose hoje mesmo, outra vez”.
Senti-me novamente jovem, novamente eu.
julho 29, 2005
Fui........de férias
Para os que cá ficam, bom trabalho!
Para os que vão, boas férias!
Em Setembro cá estarei, com energia redobrada para alinhavar o que não tenho alinhavado.
Se me descuido muito o meu blog descose-se todo!!
Beijos e até breve!!
julho 05, 2005
Saudades

Foto: O Templário
Saudades da minha adolescência e das tardes passadas na Piscina Vasco Jacob. Do banho pouco antes das sete, quando já não estava ninguém na piscina. Dos saltos a medo da prancha de cinco metros. Dos banhos de sol nas escadas dos balneários. Dos jogos de cartas debaixo dos choupos. Dos novos amigos que todos os anos ali fazia.
Hoje estou com um ataque de nostalgia....
julho 01, 2005
Uma vez ostracizados, para sempre ostracizados!!
SIVETUR reaberto a candidaturas
Foi publicado no Diário da República nº 120 (II série), o Despacho nº 13989/2005, de 24 de Junho, que determina a abertura da primeira fase de candidaturas relativamente a 2005, ao Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (SIVETUR) , o qual decorre de 25 de Junho a 22 de Setembro de 2005. Assim, e segundo o referido diploma não são admitidos a esta fase os projectos localizados na Região de Lisboa e Vale do Tejo.
A dotação orçamental para as candidaturas a apresentar nesta fase é de 30 milhões de euros.
In Publituris
Já anteriormente tinha aqui denunciado esta situação insustentável.
Quando é que alguém lá de cima se dará ao trabalho de constatar que o interior desta região não tem absolutamente nada a ver com o litoral da mesma, ou seja que o Médio Tejo não tem nada a ver com a Grande Lisboa????
Foi publicado no Diário da República nº 120 (II série), o Despacho nº 13989/2005, de 24 de Junho, que determina a abertura da primeira fase de candidaturas relativamente a 2005, ao Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (SIVETUR) , o qual decorre de 25 de Junho a 22 de Setembro de 2005. Assim, e segundo o referido diploma não são admitidos a esta fase os projectos localizados na Região de Lisboa e Vale do Tejo.
A dotação orçamental para as candidaturas a apresentar nesta fase é de 30 milhões de euros.
In Publituris
Já anteriormente tinha aqui denunciado esta situação insustentável.
Quando é que alguém lá de cima se dará ao trabalho de constatar que o interior desta região não tem absolutamente nada a ver com o litoral da mesma, ou seja que o Médio Tejo não tem nada a ver com a Grande Lisboa????
junho 14, 2005
Tema pertinente - Parte II
Para os menos informados, o assunto do post anterior servirá para combater o estereótipo criado:

In anatomias.no.sapo.pt

In anatomias.no.sapo.pt
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