fevereiro 19, 2005

É já amanhã...


É já amanhã que algo vai mudar no nosso País. Digo algo porque, infelizmente, a cada acto eleitoral, penso sempre que muda a cor, mas é mais do mesmo.
Portanto é apenas algo e não tudo, como todos desejaríamos que fosse.

Não somos suficientemente corajosos para mudar tudo radicalmente, ou talvez sejam as propostas radicais insuficientes para que acreditemos nelas.
Na minha opinião não são insuficientes, têm apenas pouca visibilidade. Cortam-lhes as pernas à nascença, apagam-lhes a voz que poderiam ter.

Não vos vou revelar o meu voto. Isso seria desnecessário e a campanha já acabou.

Mas digo-vos que apoio a mudança, apoio radicalismos quando estes não são levados aos extremos, claro. Apoio todas as ideias que me possam oferecer um País melhor, mais justo, mais funcional, mais produtivo, mais humano, mais eficiente e sobretudo diferente daquele que temos.

Desejo boa sorte aos vencedores. A tarefa vai ser árdua, os caminhos sinuosos.
Espero apenas que consigam alegrar os portugueses, dar-lhes esperança, "subir-lhes o astral", como diria o outro. Porque um País alegre tambem é um País ganhador, mesmo se o prato na mesa for parco.



"A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me rendo
porque eu não me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro"


In "Esta cidade", Xutos e Pontapés

(assim, a dar um pouquinho p'ró revolucionário LOL)

fevereiro 12, 2005

Encontros imediatos


Esta semana tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o autor de um blogue que costumo visitar. O Hugo do Algures Aqui.
Devido às circunstâncias em que nos encontrámos, trocámos apenas algumas palavras. O Hugo estava na sua "jornada", a vender cachecóis, de forma que não o quis prender durante muito tempo.

Apesar de sermos da mesma cidade acho que nunca nos tínhamos cruzado. Eu já conhecia a sua fisionomia do Jornal "Cidade de Tomar" e penso que ele também conhecia a minha, talves do Jornal "O Templário". Porque quando cruzámos o olhar eu vi que ele me reconheceu e eu reconheci-o imediatamente.

O que me faz hoje escrever este post não é o facto de nos termos encontrado pessoalmente, mas sim, de este encontro me ter feito reflectir de como é diferente a "realidade virtual" da "realidade real", se assim posso dizer.

Até hoje, para mim, o Hugo era um blogue na Internet e algumas fotos no Jornal. E a proximidade que possamos ter através desses meios, esvai-se quando encontramos a pessoa em carne e osso. É incrível, mas verdadeiro.

Senti-me um pouco intimidada e mesmo incomodada pelo facto de já falarmos e trocarmos ideias há tanto tempo, através desta realidade, e ali a um metro um do outro sermos dois completos estranhos e desconhecidos.

Tenho que contactar o blogue Thomar, onde contribuo de vez em quando, para começarmos a pensar em promover um encontro de bloguistas tomarenses. Talvez não fosse má ideia, até porque somos pessoas com ideias, e quem sabe não nasça deste encontro algo mais, algo que poderá ser útil para a nossa cidade (aqui já estou a ser utópica).

Seja como for cheguei à conclusão de que não chega conhecermos as pessoas através de um monitor, temos que as conhecer com os seus tiques, as suas expressões, as suas linhas, os seus contornos, para verdadeiramente as conhecermos.
Para não falar de que este monitor muitas vezes é uma carapaça que esconde as verdadeiras personalidades. Uma carapaça através da qual as pessoas por vezes são até mais autênticas, dizem o que lhes vai na alma, sem preconceitos, sem condicionantes.

Aliás, falando nisso, vocês não sabem porque eu escondo bem o jogo, aqui, através do meu blogue, mas eu sou uma psicopata, fugi há uns meses da prisão de alta segurança onde estava encerrada até voltarmos a ter pena de morte em Portugal, e foi aí quando consegui escapulir que comecei este blogue.

AHAHAHAHA!!!!!! JUST KIDING!!!

fevereiro 04, 2005

Brasil 2005







Só um cheirinho..... o resto está aqui

janeiro 31, 2005

Subscrevo inteiramente este artigo.

janeiro 27, 2005

DEVOLVAM-ME O MEU PAÍS


Por vezes na vida os caminhos que acalentámos não são os que o bom senso nos recomendaria, mas a vida é isso mesmo, um emaranhado de dúvidas, de surpresas, de boas e más decisões.
Nem sempre queremos aquilo que se revelará ser o melhor para nós, nem sempre escolhemos o que nos trará mais alegria, mas a vida é mesmo assim, um segredo revelado só depois da morte.

Se a esperança de vida para as mulheres em Portugal se mantiver, já vivi quase metade da minha vida. Já vivi quase metade da minha vida activa. É altura de reflectir. Medir os prós e os contras das decisões que tenho tomado, daquilo que tenho produzido, daquilo que tenho criado. E corrigir os erros.

O sentimento que tenho é que não me chega o que atingi até agora. Chamem-me demasiado ambiciosa, não me importo. Sou exigente comigo mesma por natureza, gosto sempre de pensar que posso ser melhor. Mas este sentimento leva-me a uma encruzilhada e à constante sensação de insatisfação. Não compreendo o sentido da frase viver conformado. Vivo cada dia com a esperança de poder chegar mais longe. E não me interpretem mal, não se trata de um sentimento materialista, mas sim espiritual.
Também não sou do género de “doa a quem doer, espezinhe quem espezinhar tenho é que atingir os meus objectivos”. Faço sempre tudo da forma mais diplomática possível, sem ferir susceptibilidades, sem prejudicar “mon entourage”. Mas isto suponho que faz parte da educação que me foi oferecida, e só tenho que agradecer.

É bom morrer e saber que a nossa vida contribuiu também para a felicidade de outras pessoas, que não somos mais um de quem toda a gente fala bem depois de morto, independentemente das atrocidades que tenha feito enquanto viveu.

Quantos dos nossos políticos actuais se podem identificar com estas linhas? Poucos, muito poucos, talvez apenas aqueles de quem se fala menos. Os que, por terem um comportamento correcto, nunca aparecem nas primeiras páginas dos jornais.

Mas esses não são os que se vêm nos cartazes e que em Fevereiro vamos eleger.
Vamos eleger mais um crápula, um agente da classe “doa a quem doer, espezinhe quem espezinhar”.

O facto de saber que esse agente que será eleito, irá contribuir para o desenrolar da minha vida aflige-me. Porque ele directa ou indirectamente será o meio através do qual poderei ou não ter acesso aquilo que mais ambiciono – a Liberdade.
A liberdade de fazer opções, a liberdade de expressar opiniões, a liberdade de trabalhar, a liberdade de produzir, a liberdade de ter orgulho no meu País, no povo ao qual pertenço.
A liberdade abre-nos portas intransponíveis na sua ausência. Mas esta liberdade é sempre condicionada por aqueles que estão no leme dos nossos destinos.

A percepção que tenho é de que a classe política actual pertence a uma geração rasca, tanguista, sem valores. Os seus paizinhos deviam andar demasiado ocupados com os loucos anos 70 de muitas drogas e rock e esqueceram-se de os educar para aquilo que existe de mais importante nas atitudes, o respeito pelo próximo.

Quarentões, filhos de burgueses, habituados a ter sempre dinheiro no bolso, sôfregos de protagonismo e pobres de ideias, que atingiram o topo graças aos padrinhos bem posicionados e aos favores concedidos, cuja imagem ridícula impede aqueles que têm verdadeiro valor intelectual de se mostrarem, com medo de serem misturados no mesmo saco.

Este País está a precisar de uma vassourada, de uma limpeza geral, de uma reflorestação no deserto político que possuímos.

Até lá, não nos resta senão continuarmos a ter uma vida digna dentro daquilo que nos é oferecido pela classe que nos governa.

Proponho uma campanha a favor da vassourada.

O slogan dessa campanha será:

DEVOLVAM-NOS O NOSSO PAÍS E A NOSSA DIGNIDADE!

janeiro 19, 2005

Voltei


As férias passaram mais depressa do que eu desejava. O regresso ao rengue-rengue não está a ser fácil. Não me apetece ler notícias, não me apetece entrar na rotina. E depois, tenho tanto trabalho por fazer, tanta linha por escrever, que só me apetece regressar de onde ainda agora cheguei.
Já estou cá desde sexta-feira. Mas só no Sábado liguei o telemóvel.
Só depois do regresso me apercebi de como foi bom, de como foi revitalizador o facto de estar sem notícias de Portugal. Não que as não houvesse, simplesmente não as procurei.
Quando estamos num local de uma beleza natural excepcional, com um povo mais excepcional ainda, não apetece recordar o Inverno e um País sombrio como o nosso.
Tenho esperança que em Fevereiro se faça luz, que regressemos da depressão em que estamos metidos.

Até lá, talvez já tenha regressado completamente.

E tudo isto numa semana, imaginem se tivesse sido um mês.


janeiro 05, 2005

Férias, férias, férias!!!!!



O Alinhavos vai ter umas merecidas férias.

Até breve!!

Margarida Rebelo Pinto recusa lugar de deputada


É pena! Habituados que estamos ao "estilo" literário desta escritora pop, imaginem o romance de cordel que isso não ia dar. A escritora descrevendo as pinocadas dos gabinetes, as facadas nos corredores e sobretudo como se f**** uns aos outros por aquele hemiciclo fora.


Pergunta do dia


É preciso ter oposição quando se tem um Pôncio Monteiro na equipa?



janeiro 01, 2005




Que este seja Aquele ano, o Tal, o que iremos recordar com Alegria.



Esqueçamos a mágoas passadas, a dor sentida, a infelicidade vivida, e olhemos com esperança, com energia e com vontade este novo ano como um outro recomeçar.
Demos as mãos, juntemos raças, religiões e ideologias.