dezembro 29, 2004

O pesadelo asiático que também é nosso

Hoje:

70000 mortos confirmados
30000 desaparecidos
1 milhão de desalojados
50 epidemias em risco de despontarem


Cruz Vermelha Portuguesa

CVP APOIO ÀS VÍTIMAS DO ABALO SÍSMICO E DO TSUNAMI
BANCO BPI
NIB 0010 0000 137 222 70009 70
Conta nº: 1-1372227000009




dezembro 23, 2004

Hoje também estou aqui.



Um Santo e Feliz Natal para toda a Blogosfera.





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Natal, e não Dezembro


Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.



David Mourão-Ferreira

dezembro 22, 2004

Dia de luto em Tomar


Fiquei totalmente consternada quando li hoje no Templário a notícia que não queria ler.
Já há uns tempos que sabia que tal poderia suceder um dia. Aliás, até já tinha trocado algumas impressões com o Hugo sobre o assunto. No entanto, quando hoje li o artigo não queria acreditar.

O Cine-Esplanada, um ícone da minha cidade natal, foi demolido.

Para quem não sabe o Cine-Esplanada foi um cinema ao ar livre, provavelmente dos únicos do país. Estava implantado numa zona de jardins e também isso lhe dava uma atmosfera única, impossível de transmitir por palavras.
Durante a minha adolescência, nos Verões quentes de férias grandes, várias vezes assisti a sessões de cinema naquele local. Era um misto de fantasia, alegria e companheirismo.
Ver filmes a preto e branco e de vez em quando desviar os olhos até ao outro grande ecrã, o céu estrelado, é uma experiência rara, que poucos apenas tiveram o privilégio de experimentar.
Eu sabia que o projecto Pólis previa a demolição do Cine-Esplanada, e mea culpa também se tal, realmente, acabou por suceder.

Os tomarenses com quem falei sobre o assunto, também não acreditavam que tal viesse a acontecer, mas a verdade é que ao contrário de tantos projectos que ficam pelas gavetas da administração, este concretizou-se.

Naquele local de culto, que marcou toda uma geração, será construída uma “praça formalizada com iluminação no nível do pavimento”.
Mas quem é que precisa de praças realizadas segundo as formalidades com iluminação no nível do pavimento? Nós queremos é sítios únicos, autênticos, que nos liguem à nossa terra, que nos relembrem o passado, tempos gloriosos de raras preocupações.

Relembro aqui o que disse ao Hugo quando falámos sobre o assunto:

O Cine-Esplanada recorda-me filmes de Felinni, verões quentes, namoros jovens.

E isso, nenhuma praça pode substituir.



A imagem da desgraça no Templário


dezembro 21, 2004

dezembro 20, 2004

Estou a pensar ir para Astróloga, a única profissão que nos permite andar em cima de elefantes no circo!


dezembro 18, 2004


MÉRIDA



Praça de Espanha



Pormenor



Templo de Diana



Coluna Jónica



Teatro Romano



Mosaico (pormenor)



Arco de Trajano

dezembro 17, 2004

Marvão


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Castelo de Ourém



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