setembro 10, 2004

Brevemente no Alinhavos

A Galeria de Setembro, com a presença da obra do mestre do surrealismo - SALVADOR DALÍ

Não falte, a visita é gratuita!

setembro 09, 2004

Chocante!!


Rebbecca Gomperts no SIC 10 horas

Fiquei absolutamente chocada e escandalizada, quando hoje decidi aceder ao site da Women on Waves, organização tão publicitada nas útlimas semanas, e quando me apercebi das informações aí constantes.

É que para além de informarem as mulheres de como devem abortar recorrendo a medicamentos à venda nas farmácias, informam-nas também de como o devem fazer por forma a não serem desmascaradas. Ensinam a mentir, a ocultar factos. Portanto, dão-lhes as indicações necessárias para fugirem às suas responsabilidades e, sobretudo à lei.

Eu sou a favor da liberalização do aborto, sou contra a actual lei vigente, perdi no referendo que foi feito há uns anos atrás sobre o assunto. Mas aceito a derrota e sobretudo aceito as leis que temos, mesmo quando considero que não são as melhores. Respeito-as, aceito-as.

Deixo-vos aqui algumas frases que copiei do dito site e deixo que cada um de vós daí tire as ilações que acharem correctas. E sobretudo façam uma análise de consciência, que acho que era o que as dirigentes desta organização deveriam fazer!

Radical, mas não tanto!

"The treatment of complications is the same as those of a spontaneous miscarriage. If there is a problem, you can always go to any doctor. The doctor will not be able to detect that the miscarriage is caused by Misoprostol. The doctor will treat you as if you had a spontaneous miscarriage."

"Misoprostol should never be used in a country where abortion is legal; Go to a doctor. It's better and safer. "

"In many countries medicines are sold by a pharmacy without prescription. Sometimes a prescription is needed for Misoprostol. It is less likely that one would need a prescription for Arthotec. Misoprostol is a medicine for stomach pain, Artrotec for pain in the joints. So ask for these medicines with those complaints. If there are problems in the pharmacy, maybe a male friend or partner will have less problems getting the medicines, or perhaps a doctor will prescribe them."

"The best way to use the Misoprostol or Artrotec is to put it under the tongue or in the space between gum and cheek for at least half an hour or a bit longer. After that, one can swallow the medicines. Another possibility is to put them in the vagina, but if the woman has to go to the hospital because of a complication, a doctor may find remains of the tablets.In some countries women can be prosecuted for having an abortion and doctors might report women if they find remains of the tablets. When Misoprostol is used in the mouth, a doctor can not detect it."

"The doctor in the hospital can not see whether a woman has a spontaneous abortion (miscarriage), or an abortion after using tablets (unless there are remains of tablets in the vagina), and one is not obliged to tell him or her. Doctors do have the obligation however, to help in all cases."

"If no abortion occurs, there is a small increased risk of limb deformities of the fetus due to contractions of the uterus. Doctors might consider this as a reason for a legal abortion. Officially, doctors are not allowed to tell the police that one has attempted an abortion before, even if the woman lives in a country where abortion is criminal. However, it has been known to occur in South American countries. Find a doctor you trust."

"A very strong bleeding two weeks or longer after the abortion might be a sign of abortion remains that need medical treatment by vacuum aspiration (curettage) . Women should go to the nearest hospital to seek help . In countries where women can be prosecuted it is not necessary to state that one tried to induce an abortion, women can also say they had a miscarriage. The treatment is the same and some hospitals denounce women who say they attempted to induce abortion."

Etc, etc, etc...


setembro 07, 2004

Actualidades

“Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos já não se crê na honestidade dos homens públicos...”

Poderia este excerto ter sido retirado de um qualquer artigo de opinião publicado hoje, mas por incrível que pareça, e para que nos apercebamos de como a sociedade tem dificuldade em evoluir, ele foi retirado de uma crónica publicada há 133 anos por Eça de Queirós.

Onde é que temos vindo a errar?

setembro 06, 2004

BESLAN

Reuters:
“A morte de mais de 320 crianças, pais e professores durante o sangrento desfecho do sequestro de 53 horas de uma escola atingiu praticamente todas as famílias da pequena cidade russa de Beslan.”


Hoje apetece-me falar de consternação. Da consternação que senti quando vi as imagens do extermínio na pequena cidade de Beslan, na Ossétia do Norte, que tem o terrível azar de se localizar a poucos quilómetros da conflituosa Tchétchénia.
Deixei as lágrimas correrem-me pelas faces, senti apenas parte da dor, da revolta, do ódio, da incredulidade que aquela população do interior da Rússia sentiu, pois assisto de longe, vejo através de imagens, não conheço as pessoas, não falo a língua delas nem a compreendo, pratico outra religião, tenho outros costumes, outras tradições.
Mas também sou mãe, também vivo no interior de um país e sei o que daí incorre. Incorre que em cidades pequenas, as pessoas podem não se conhecer pessoalmente, mas conhecem-se todas de vista. A cidade foi desmembrada, foi violada, foi esventrada. O défice não se aplica só aos que morreram, mas também aos que ficaram vivos e que terão de viver para sempre com a recordação do terror, com as lacunas que persistirão no seu dia-a-dia, nas suas convivências.
O menino que via todos os dias passar para a escola, deixará de o ver, a professora da qual os filhos gabavam as qualidades, deixou de existir, os jovens que se juntavam naquele clube para passar o tempo e namoriscar, deixaram de aparecer, o namorado a quem fez promessas de amor eterno, desapareceu, a mãe que todos os dias os vestia com carinho, antes de os levar à escola, deixará de o fazer.
Todos mortos, todo um quotidiano de uma pequena cidade alterado. Toda uma geração desmembrada. Toda uma cidade manchada pela dor. Uma cidade na qual ninguém está disponível para confortar o outro, pois a sua dor ocupa-o demasiado, ou então choram em conjunto, tentando dividir o sofrimento.

As razões que levaram a tamanha loucura, insanidade, prefiro não as comentar pois acho que não existem, não podem existir razões ou justificações para tamanha barbárie. Foram actos os quais eu, enquanto ser humano, não consigo avaliar. Só seres inumanos, bárbaros e atrozes poderão compreender o que ali se passou. Não me incluo nessa estirpe.

setembro 02, 2004

setembro 01, 2004

Acabaram


Depois de 3 semanas longe do local de trabalho, quase que sabe bem regressar.
Faz-me lembrar um pouco os tempos de escola em que nos três meses de férias do Verão o último era dedicado a sonhar com o primeiro dia de escola, voltar a ver os colegas, folhear os novos livros, aprender coisas novas.

Digamos que não é bem esse o sentimento que me invade neste momento, mas estou satisfeita por voltar à minha secretária, ao meu computador, ver de novo as caras dos colegas e esperar que este novo ano me traga projectos interessantes e seja o culminar de outros que já tinha iniciado.

Enfim o regresso é sempre uma esperança, um recomeçar, um projecto desconhecido, pelo menos para mim, que sou uma pessoa optimista por natureza.

E o regresso supõe também que temos onde regressar o que nos dá estabilidade e motivação.

Enfim as férias passaram, não foram nada de especial, o normal.
Alguns dias em casa para poder ver como são as cores do jardim nas horas em que normalmente não estou lá e uns dias no tumultuoso Agosto algarvio.
Anunciam-se melhores férias para Janeiro, mas até lá darei conhecimento (para que se roam de inveja!).

Entretanto, vou ler uns jornais para ver como vai o nosso país.

Até já!!


agosto 06, 2004

ENCERRADO PARA FÉRIAS

PROMETEMOS SER BREVES,... OU TALVEZ NÃO...

(Entretanto, para os que cá ficam, vão visitando os excelentes blogs linkados à direita. Vale a pena a visita a qualquer um deles :)

FÉRIAS.....FINALMENTE!!!!!!!!!!!!!


Depois de vários dias frenéticos de trabalho (o português é mesmo assim, deixa tudo para os últimos dias...), depois de vários dias de dieta no que toca a posts (falta de inspiração, cérebro ocupado com outros problemas...), depois da ansiosa contagem decrescente que antecipa as férias, vou finalmente entrar no período de descanso anual.

VIVAM AS FÉRIAS!!!
VIVA O DESCANSO!!!

E atenção!!!.....Prometo voltar....

ATÉ BREVE!!! (se não for antes...)




Jornal o Templário


O Jornal regional O Templário, com o qual, ocasionalmente, colaboro já tem uma versão online.

Vale a pena passar por de vez em quando!