ENCERRADO PARA FÉRIAS
PROMETEMOS SER BREVES,... OU TALVEZ NÃO...
(Entretanto, para os que cá ficam, vão visitando os excelentes blogs linkados à direita. Vale a pena a visita a qualquer um deles :)
agosto 06, 2004
FÉRIAS.....FINALMENTE!!!!!!!!!!!!!
Depois de vários dias frenéticos de trabalho (o português é mesmo assim, deixa tudo para os últimos dias...), depois de vários dias de dieta no que toca a posts (falta de inspiração, cérebro ocupado com outros problemas...), depois da ansiosa contagem decrescente que antecipa as férias, vou finalmente entrar no período de descanso anual.
VIVAM AS FÉRIAS!!!
VIVA O DESCANSO!!!
E atenção!!!.....Prometo voltar....
ATÉ BREVE!!! (se não for antes...)
Jornal o Templário
O Jornal regional O Templário, com o qual, ocasionalmente, colaboro já tem uma versão online.
Vale a pena passar por lá de vez em quando!
agosto 02, 2004
julho 31, 2004
Ar livre
Ar livre, que não respiro!
Ou são pela asfixia?
Miséria de cobardia
Que não arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartão?
Abaixo! E ninguém se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par, pois então?!
Ar livre! correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A própria dor arejada,
- E nós nesta borralheira
De estufa calafetada!)
Ar livre! Que ninguém canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiração!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mãe,
Desligado do cordão!
Ar livre, sem restrições!
Ou há pulmões,
Ou não há!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dá!
Miguel Torga In Cântico do Homem
julho 30, 2004
Já cheira a férias....
...já me começa a dar a moleza própria das ditas....
+
+
=
PARAÍSO
+
+
=
PARAÍSO
(Equação Perfeita)
julho 28, 2004
Secretaria de Estado do Turismo, que futuro?
Antes de mais peço desculpa a quem por aqui passa por ter um post tão longo, mas as últimas alterações deste novo Governo fizeram-me reflectir sobre alguns aspectos, com os quais tenho mais empatia e daí as longas linhas abaixo escritas.
Um dos principais problemas de Portugal ao nível do sector turístico é a falta de homogeneidade no que respeita ao número de turistas por região. Temos três regiões chave para o Turismo: Algarve, Lisboa e Madeira, que abrangem entre 80 e 90% do sector e temos o restante território nacional com taxas de visita baixíssimas.
O interior do país menosprezado face ao litoral, e face às grandes regiões do sector.
Certo é que todas as regiões portuguesas têm características que as tornam únicas, têm recursos naturais e culturais excelentes, que com as devidas infra-estruturas de apoio se poderiam transformar em belíssimos produtos turísticos, não só para os nacionais, mas também para os estrangeiros.
Faltam meios, falta iniciativa e falta sobretudo apoio do Poder Central.
Por isso, não compreendo esta decisão do executivo do Dr. Santana Lopes de sediar a Secretaria de Estado do Turismo no Algarve. Se o objectivo era descentralizar, objectivamente está correcto, mas se analisarmos mais profundamente a questão, chegaremos à conclusão de que esta opção é um erro.
As regiões que deveriam beneficiar mais com esta descentralização deveriam ser exactamente aquelas onde o sector ainda está pouco desenvolvido, para que o senhor Secretário de Estado do Turismo e respectiva equipa se apercebessem das lacunas aí existentes e criassem políticas que as favorecessem.
Aliás, como é do conhecimento público, muitas destas regiões não têm sequer outro tipo de sector económico que as sustente, e o turismo é o escape económico para estas populações. Mas a falta de profissionalismo, a falta de investimentos e muitas vezes, a falta de iniciativa, tornam esta tarefa impossível.
O discurso governamental, já desde os tempos de António Ferro e da sua “política do espírito” que aponta como principal veículo da imagem do país e de desenvolvimento económico do mesmo o Turismo. Embora não possamos concordar com a ideologia de António Ferro e do seu Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), mais tarde transformado no Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI), que tinha o turismo como meio de difusão da imagem de um país feliz consigo próprio, como um meio de manipular a identidade popular portuguesa, temos no entanto que concordar que este poderá ser um meio de desenvolvimento económico, sem ideologias baratas, sem utopias.
Não seremos os primeiros, nem seremos por certo os únicos.
As apostas noutros sectores, que à partida não conseguem competir com os dos outros países, não será um erro, mas talvez um desvio daquilo que poderá ser o futuro de Portugal.
Não teremos que cultivar, necessariamente, o turismo barato, para as massas, mas poderemos apostar num turismo cultural, de elites informadas, que trariam divisas para Portugal, e que levariam daqui, sem dúvida, as melhores recordações, misturado com o turismo balnear que nos caracteriza já há tantos anos e que nesta altura importa sobretudo reformular.
O Algarve tem vindo a perder receitas face a Lisboa, que na minha opinião reflecte um desgaste prolongado, um desacerto de planeamento a todos os níveis.
Resta-nos apenas a esperança que a Secretaria de Estado do Turismo sinta isso mesmo, e que pelo menos no Algarve as coisas melhorem em termos de qualidade.
No futuro... bom no futuro, talvez tenhamos que pensar em reformular toda a estrutura das Organizações Nacionais de Turismo, porque até agora ainda nenhum dos governos conseguiu encontrar o modelo ideal.
E este do Dr. Santana Lopes também não será de certeza a solução!
Um dos principais problemas de Portugal ao nível do sector turístico é a falta de homogeneidade no que respeita ao número de turistas por região. Temos três regiões chave para o Turismo: Algarve, Lisboa e Madeira, que abrangem entre 80 e 90% do sector e temos o restante território nacional com taxas de visita baixíssimas.
O interior do país menosprezado face ao litoral, e face às grandes regiões do sector.
Certo é que todas as regiões portuguesas têm características que as tornam únicas, têm recursos naturais e culturais excelentes, que com as devidas infra-estruturas de apoio se poderiam transformar em belíssimos produtos turísticos, não só para os nacionais, mas também para os estrangeiros.
Faltam meios, falta iniciativa e falta sobretudo apoio do Poder Central.
Por isso, não compreendo esta decisão do executivo do Dr. Santana Lopes de sediar a Secretaria de Estado do Turismo no Algarve. Se o objectivo era descentralizar, objectivamente está correcto, mas se analisarmos mais profundamente a questão, chegaremos à conclusão de que esta opção é um erro.
As regiões que deveriam beneficiar mais com esta descentralização deveriam ser exactamente aquelas onde o sector ainda está pouco desenvolvido, para que o senhor Secretário de Estado do Turismo e respectiva equipa se apercebessem das lacunas aí existentes e criassem políticas que as favorecessem.
Aliás, como é do conhecimento público, muitas destas regiões não têm sequer outro tipo de sector económico que as sustente, e o turismo é o escape económico para estas populações. Mas a falta de profissionalismo, a falta de investimentos e muitas vezes, a falta de iniciativa, tornam esta tarefa impossível.
O discurso governamental, já desde os tempos de António Ferro e da sua “política do espírito” que aponta como principal veículo da imagem do país e de desenvolvimento económico do mesmo o Turismo. Embora não possamos concordar com a ideologia de António Ferro e do seu Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), mais tarde transformado no Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI), que tinha o turismo como meio de difusão da imagem de um país feliz consigo próprio, como um meio de manipular a identidade popular portuguesa, temos no entanto que concordar que este poderá ser um meio de desenvolvimento económico, sem ideologias baratas, sem utopias.
Não seremos os primeiros, nem seremos por certo os únicos.
As apostas noutros sectores, que à partida não conseguem competir com os dos outros países, não será um erro, mas talvez um desvio daquilo que poderá ser o futuro de Portugal.
Não teremos que cultivar, necessariamente, o turismo barato, para as massas, mas poderemos apostar num turismo cultural, de elites informadas, que trariam divisas para Portugal, e que levariam daqui, sem dúvida, as melhores recordações, misturado com o turismo balnear que nos caracteriza já há tantos anos e que nesta altura importa sobretudo reformular.
O Algarve tem vindo a perder receitas face a Lisboa, que na minha opinião reflecte um desgaste prolongado, um desacerto de planeamento a todos os níveis.
Resta-nos apenas a esperança que a Secretaria de Estado do Turismo sinta isso mesmo, e que pelo menos no Algarve as coisas melhorem em termos de qualidade.
No futuro... bom no futuro, talvez tenhamos que pensar em reformular toda a estrutura das Organizações Nacionais de Turismo, porque até agora ainda nenhum dos governos conseguiu encontrar o modelo ideal.
E este do Dr. Santana Lopes também não será de certeza a solução!
julho 27, 2004
BLOGOPUB
Ontem tinha na caixa de correio electrónica um mail muito especial. Um convite para participar enquanto "colaboracionista" num blog que costumo frequentar e que recomendo.
Um blog sobre Tomar, essa bela localidade, e não só. Já somos alguns os que ali iremos postar. Acho que este partilhar de ideias é uma óptima ideia! As sociedades blogueiras trazem-nos diversidade, originalidade e opiniões diversas, o que torna o conteúdo muito mais interessante e atractivo.
Por isso, por mim e por eles, viva o Thomar e viva Tomar.
Esta é a lista dos colaboracionistas já confirmados:
Sónia (moi même)
Janela do Mundo
Leonel Vicente
Santa Cita
Thomarense
ugoC
Um blog sobre Tomar, essa bela localidade, e não só. Já somos alguns os que ali iremos postar. Acho que este partilhar de ideias é uma óptima ideia! As sociedades blogueiras trazem-nos diversidade, originalidade e opiniões diversas, o que torna o conteúdo muito mais interessante e atractivo.
Por isso, por mim e por eles, viva o Thomar e viva Tomar.
Esta é a lista dos colaboracionistas já confirmados:
Sónia (moi même)
Janela do Mundo
Leonel Vicente
Santa Cita
Thomarense
ugoC
ANÚNCIO
Tem as contas bancárias a abarrotar? Já não tem espaço para armazenar títulos e acções?
Não sabe o que há-de fazer ao dinheiro que lhe sobra por todos os lados? Tem as notas sujas, com caruncho, e a precisar de renovação?
Compre um clube de futebol!!
A melhor maneira de lavar o seu dinheiro!
Como este, por exemplo.
Não sabe o que há-de fazer ao dinheiro que lhe sobra por todos os lados? Tem as notas sujas, com caruncho, e a precisar de renovação?
Compre um clube de futebol!!
A melhor maneira de lavar o seu dinheiro!
Como este, por exemplo.
julho 21, 2004
A luta continua!
Com todos os últimos conturbados acontecimentos respeitantes ao novo Governo de que agora dispomos, passou despercebida a notícia bombástica respeitante aos novos caminhos de luta enveredados pelos estudantes universitários.
Há uns dias atrás numa televisão perto de si, diziam alguns desses “estudantes”, nomeadamente os líderes dos mesmos, vulgo denominados Presidentes de Associações de Estudantes, que: o objectivo de luta para o próximo ano lectivo seria o fim das propinas!
Mas ainda alguém liga ao que estes jovens dizem? Jovens cuja a ambição principal, todos sabemos, não é tirar um curso universitário, mas sim dar nas vistas e quem sabe encarrilhar numa brilhante carreira política.
Será que, para além desta luta, não existirão outras bem mais mordazes, bem mais objectivas, bem mais dignas.
Nestes últimos anos ouviram algum destes “estudantes” lutar por melhor qualidade no ensino, por melhores condições pedagógicas, por melhores professores, pelo fim de sistemas universitários caducos, viciados, cunhistas, pela criação de sistemas justos de acção social? Não, não ouviram.
Porque, também aqui, nestes micro sistemas políticos, o que interessa é ser populista, e logo dizer aquilo que o povo gosta.
Estarão eles interessados de facto em ter um melhor ensino em Portugal, ou melhor ainda, terão eles conhecimento do tipo ensino de que dispõem em Portugal?
Não há pachorra!
Há uns dias atrás numa televisão perto de si, diziam alguns desses “estudantes”, nomeadamente os líderes dos mesmos, vulgo denominados Presidentes de Associações de Estudantes, que: o objectivo de luta para o próximo ano lectivo seria o fim das propinas!
Mas ainda alguém liga ao que estes jovens dizem? Jovens cuja a ambição principal, todos sabemos, não é tirar um curso universitário, mas sim dar nas vistas e quem sabe encarrilhar numa brilhante carreira política.
Será que, para além desta luta, não existirão outras bem mais mordazes, bem mais objectivas, bem mais dignas.
Nestes últimos anos ouviram algum destes “estudantes” lutar por melhor qualidade no ensino, por melhores condições pedagógicas, por melhores professores, pelo fim de sistemas universitários caducos, viciados, cunhistas, pela criação de sistemas justos de acção social? Não, não ouviram.
Porque, também aqui, nestes micro sistemas políticos, o que interessa é ser populista, e logo dizer aquilo que o povo gosta.
Estarão eles interessados de facto em ter um melhor ensino em Portugal, ou melhor ainda, terão eles conhecimento do tipo ensino de que dispõem em Portugal?
Não há pachorra!
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