julho 30, 2004

Já cheira a férias....

...já me começa a dar a moleza própria das ditas....



 

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PARAÍSO

 

 

(Equação Perfeita)

 


julho 28, 2004

Secretaria de Estado do Turismo, que futuro?

Antes de mais peço desculpa a quem por aqui passa por ter um post tão longo, mas as últimas alterações deste novo Governo fizeram-me reflectir sobre alguns aspectos, com os quais tenho mais empatia e daí as longas linhas abaixo escritas.


Um dos principais problemas de Portugal ao nível do sector turístico é a falta de homogeneidade no que respeita ao número de turistas por região. Temos três regiões chave para o Turismo: Algarve, Lisboa e Madeira, que abrangem entre 80 e 90% do sector e temos o restante território nacional com taxas de visita baixíssimas.

O interior do país menosprezado face ao litoral, e face às grandes regiões do sector.

Certo é que todas as regiões portuguesas têm características que as tornam únicas, têm recursos naturais e culturais excelentes, que com as devidas infra-estruturas de apoio se poderiam transformar em belíssimos produtos turísticos, não só para os nacionais, mas também para os estrangeiros.

Faltam meios, falta iniciativa e falta sobretudo apoio do Poder Central.

Por isso, não compreendo esta decisão do executivo do Dr. Santana Lopes de sediar a Secretaria de Estado do Turismo no Algarve. Se o objectivo era descentralizar, objectivamente está correcto, mas se analisarmos mais profundamente a questão, chegaremos à conclusão de que esta opção é um erro.

As regiões que deveriam beneficiar mais com esta descentralização deveriam ser exactamente aquelas onde o sector ainda está pouco desenvolvido, para que o senhor Secretário de Estado do Turismo e respectiva equipa se apercebessem das lacunas aí existentes e criassem políticas que as favorecessem.
Aliás, como é do conhecimento público, muitas destas regiões não têm sequer outro tipo de sector económico que as sustente, e o turismo é o escape económico para estas populações. Mas a falta de profissionalismo, a falta de investimentos e muitas vezes, a falta de iniciativa, tornam esta tarefa impossível.

O discurso governamental, já desde os tempos de António Ferro e da sua “política do espírito” que aponta como principal veículo da imagem do país e de desenvolvimento económico do mesmo o Turismo. Embora não possamos concordar com a ideologia de António Ferro e do seu Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), mais tarde transformado no Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI), que tinha o turismo como meio de difusão da imagem de um país feliz consigo próprio, como um meio de manipular a identidade popular portuguesa, temos no entanto que concordar que este poderá ser um meio de desenvolvimento económico, sem ideologias baratas, sem utopias.

Não seremos os primeiros, nem seremos por certo os únicos.
As apostas noutros sectores, que à partida não conseguem competir com os dos outros países, não será um erro, mas talvez um desvio daquilo que poderá ser o futuro de Portugal.

Não teremos que cultivar, necessariamente, o turismo barato, para as massas, mas poderemos apostar num turismo cultural, de elites informadas, que trariam divisas para Portugal, e que levariam daqui, sem dúvida, as melhores recordações, misturado com o turismo balnear que nos caracteriza já há tantos anos e que nesta altura importa sobretudo reformular.

O Algarve tem vindo a perder receitas face a Lisboa, que na minha opinião reflecte um desgaste prolongado, um desacerto de planeamento a todos os níveis.
Resta-nos apenas a esperança que a Secretaria de Estado do Turismo sinta isso mesmo, e que pelo menos no Algarve as coisas melhorem em termos de qualidade.

No futuro... bom no futuro, talvez tenhamos que pensar em reformular toda a estrutura das Organizações Nacionais de Turismo, porque até agora ainda nenhum dos governos conseguiu encontrar o modelo ideal.

E este do Dr. Santana Lopes também não será de certeza a solução!

julho 27, 2004

BLOGOPUB

Ontem tinha na caixa de correio electrónica um mail muito especial. Um convite para participar enquanto "colaboracionista" num blog que costumo frequentar e que recomendo.
Um blog sobre Tomar, essa bela localidade, e não só. Já somos alguns os que ali iremos postar. Acho que este partilhar de ideias é uma óptima ideia! As sociedades blogueiras trazem-nos diversidade, originalidade e opiniões diversas, o que torna o conteúdo muito mais interessante e atractivo.
Por isso, por mim e por eles, viva o Thomar e viva Tomar.

Esta é a lista dos colaboracionistas já confirmados:
Sónia (moi même)
Janela do Mundo
Leonel Vicente
Santa Cita
Thomarense
ugoC

ANÚNCIO

Tem as contas bancárias a abarrotar? Já não tem espaço para armazenar títulos e acções?
Não sabe o que há-de fazer ao dinheiro que lhe sobra por todos os lados? Tem as notas sujas, com caruncho, e a precisar de renovação?

Compre um clube de futebol!!

A melhor maneira de lavar o seu dinheiro!

Como este, por exemplo.


julho 21, 2004

A luta continua!

Com todos os últimos conturbados acontecimentos respeitantes ao novo Governo de que agora dispomos, passou despercebida a notícia bombástica respeitante aos novos caminhos de luta enveredados pelos estudantes universitários.

Há uns dias atrás numa televisão perto de si, diziam alguns desses “estudantes”, nomeadamente os líderes dos mesmos, vulgo denominados Presidentes de Associações de Estudantes, que: o objectivo de luta para o próximo ano lectivo seria o fim das propinas!

Mas ainda alguém liga ao que estes jovens dizem? Jovens cuja a ambição principal, todos sabemos, não é tirar um curso universitário, mas sim dar nas vistas e quem sabe encarrilhar numa brilhante carreira política.

Será que, para além desta luta, não existirão outras bem mais mordazes, bem mais objectivas, bem mais dignas.

Nestes últimos anos ouviram algum destes “estudantes” lutar por melhor qualidade no ensino, por melhores condições pedagógicas, por melhores professores, pelo fim de sistemas universitários caducos, viciados, cunhistas, pela criação de sistemas justos de acção social? Não, não ouviram.

Porque, também aqui, nestes micro sistemas políticos, o que interessa é ser populista, e logo dizer aquilo que o povo gosta.

Estarão eles interessados de facto em ter um melhor ensino em Portugal, ou melhor ainda, terão eles conhecimento do tipo ensino de que dispõem em Portugal?

Não há pachorra!




Adeus Formiga

Ainda não foi há muito tempo que eu fiz alguma publicidade à Formiga de Langton pela sua genealidade, inteligência e sobretudo originalidade.
Ontem li o seu último post que dava conhecimento de que a Formiga iria percorrer outros caminhos e hoje, para grande desilusão minha, o blog deixou de existir. Nem os arquivos do seu formigueiro ficaram como testemunho da sua existência.

Ainda há quinze dias atrás podíamos ler o seguinte no diário da Formiga:

"Com muitas paragens e "implosões" esta pequena "formiga" fez sábado um ano"

Quem diria que passadas duas semanas a Formiga nos iria abandonar?
Provavelmente, tal como no sistema que deu nome ao blog, a Formiga chegou à auto-estrada que a levará ao infinito e, simplesmente, seguiu o seu caminho.


Sorte a daqueles que a irão acompanhar!

julho 20, 2004

Finalmente!!


Andei aqui às voltas com o meu browser, mas finalmente consegui vencer a tecnologia, ou seja, consegui compreendê-la.

Já posso mandar "postas" de pescada outra vez.

YESS!



julho 16, 2004

Galeria de Julho - PAUL GAUGUIN (1848-1903)

"Dieu n’appartient pas au savant, au logicien. Il est aux poètes, au Rêve. Il est le symbole de la beauté, la beauté même" (Paul Gauguin)


Paul Gauguin nasceu em Paris, mas viveu os seus primeiros seis anos no Peru. O desejo de conhecer outras terras foi uma constante nele. Na sua juventude percorreu o mundo como piloto de um navio mercante e acabou por assentar, mais tarde, como agente de Câmbio e Bolsa em Paris. Casou-se com uma dinamarquesa e foi pai de cinco filhos.
A sua paixão foi sempre a pintura, da qual se tornou um coleccionista e à qual se foi convertendo cada vez mais.
Discípulo de Camille Pissaro, aos 35 anos, deixa para trás a sua vida de burguês e dá rédea solta ao selvagem que estava escondido no seu interior. O resto da sua vida será um contínuo abandono de família, pátria, amigos e tudo aquilo que não fosse a sua grande obsessão.

Gauguin era um homem de carácter difícil, arrogante e egoísta e tinha uma clara consciência do valor do seu trabalho, a qual o ajudou nos muitos momentos difíceis da sua existência.


Os inícios de Gauguin como pintor datam de 1871 e em 1876, pela primeira vez um dos seus quadros é admitido no Salão Oficial. Nesta época os seus trabalhos respiravam ainda segundo os conceitos impressionistas de Pissaro.



Macieiras de l’Hermitage (1879)

Depois de passar um dos Invernos mais difíceis da sua vida, Gauguin decidiu ir para a Bretanha, onde descobriu, nas paisagens de Pont-Aven e Pouldu as bases de um estilo que depois desenvolveria no Taiti. Durante aqueles anos foi decisiva a sua amizade com o pintor Émile Bernard. Juntos trabalharam um método de desenho baptizado como cloisonnisme, uma pintura de planos sólidos, linhas muito nítidas e massas equilibradas, que mostrava uma forte influência das gravuras japonesas.
Quadros como Vincent Van Gogh Pintando Girassóis (1888), realizado durante a sua tormentosa convivência com o pintor holandês, ou A visão depois do sermão (1888) são obras paradigmáticas desta época.



Van Gogh pintando girassóis (1888)



A visão depois do sermão ou a luta de Jacob com o anjo (1888)



A bela Angela (1889 – Port-Aven)



O Cristo amarelo (1889)


Em 1889, depois de seis anos como artista profissional, está sem dinheiro, vendeu a sua colecção de pinturas impressionistas e quase não vende as suas pinturas.
Farto de tudo decide ir-se embora para o mais longe possível da França, e escolhe o Taiti. com o fim de reunir dinheiro para a viagem organiza um leilão das suas obras, que tem um êxito moderado. De entre os compradores encontrava-se Degas, que comprou A bela Angela. O mais importante deste leilão foram as críticas, que estabeleceram uma ligação entre as ideias de Gauguin e as dos escritores simbolistas, que o consagraram como líder pictórico do movimento.
Excepto um interlúdio em França entre 1893 e 1895, Gauguin passou o resto da sua vida no Taiti e nas ilhas Marquesas.

Embora a sua estadia na ilha de Taiti não fosse de todo bucólica, aqui teve a oportunidade de se converter no colorista que levava dentro de si.
Os seus vermelhos e os seus azuis, os púrpuras e os amarelos, coexistem sem beligerância uns com os outros. Os registos de cor já não são fruto da sua imaginação, mas estão baseados na observação real.



A Orana Maria (1891-1892)



Na praia (1891)



Te faaturuma (a zangada) (1891)



Nafea Faaipoipo (quando te casarás?) (1892)



Otahi (sozinha) (1893)



Te Nave Nave Fenua (Terra deliciosa) (1892)



Vahine no te Miti (a mulher do mar) (1892)

Depois de dezoito meses passados em França, onde as suas pinturas foram muito mal acolhidas, Gauguin decide voltar definitivamente ao Taiti. Aí e mais tarde nas ilhas Marquesas, pintará as suas últimas obras mestras.

Entre elas encontra-se o quadro imenso que ele via como uma reflexão sobre o destino humano e sobre a sua pintura :



De onde é que nós vimos? O que é que nós somos? Para onde é que nós vamos? (1897)



Banhistas (1897)



Te rerioa (o sonho) (1897)


Baseando-se em elementos do folclore da ilha, obcecado pelas coisas que observava, mas tentando ir para além das mesmas, Gauguin cria um estilo complexo que compõe um simbolismo pictórico de nova criação.

Quando Gauguin morreu nas longínquas ilhas Marquesas, poucos se deram conta do alcance da sua obra.

Dos Mares do Sul, Gauguin tinha assentado as bases de um estilo novo, vigoroso e original que iria para além da sua época.


Sites a explorar:

ArtCyclopedia
Webmuseum
Paul Gauguin - wanadoo
CGFA