julho 10, 2004

julho 08, 2004

Ele há coisas...

Tanto o PSD como o CDS defendem - e ontem à noite Santana deixou isso vincado - que os mandatos de quatro anos são para cumprir (Hello?? Durão?? Ouviste??)e, se houver eleições antecipadas, Sampaio será o culpado (??) por travar a acção do Governo (Qual Governo??). Mais: dirigentes dos dois partidos admitem que, nesse caso, o Presidente está mesmo a fomentar o populismo, (Pode repetir??) pois, no limite, criará a ideia que nenhum Governo poderá executar um programa de quatro anos. Isto porque a meio do ciclo há sempre descontentes e que, por isso, o governo, para se manter, precisa de ter só medidas populares, o que, em política, pode significar despesismo. (Portanto populismo=despesismo, logo Santana+Portas=despesismox2, certo??)

Também há quem argumente que, se convocar eleições, Sampaio estará a agir contra o Parlamento e os partidos. O regime é semi-presidencialista, lembram, e, nesse sentido, Presidente e Parlamento têm igual dignidade, pelo que convocar eleições só (Só??) porque o primeiro-ministro vai embora é reconhecer que se vota não nos partidos, mas no candidato a chefe do executivo. E, nesse caso, o primeiro-ministro e o Presidente teriam igual legitimidade. Seria mesmo, dizem, o fim do actual sistema. (E não é isso o que todos queremos? O fim deste sistema caduco??)

Dirigentes dos dois partidos da coligação fazem até questão de sublinhar que o único argumento que Sampaio pode ter para convocar eleições é a desconfiança pessoal em relação a Santana Lopes. (O Presidente e mais uns milhões de portugueses)

Excerto de artigo no Público com comentários adicionados (ver artigo completo)

Quem diria ?

Segundo notícia do Diário Digital: "quase metade (41%) do software instalado nos PC portugueses é ilegal".

Finalmente boas notícias!

É que neste estudo estamos abaixo da média dos países da união europeia que é de 43%, e dos países de leste com 71% de instalação de programas ilegais.

Quem diria!

julho 07, 2004

Furto e Cª

Mais um furto desta companhia que não tarda acabará por trás das grades de uma das celas dos direitos de autor.

Este está no Tomarpartido e está o máximo!!

Caso se venha a confirmar a suspeita do Tomarpartido, tirando alguns sonhadores e alguns extravagantes cá da zona, teremos todos de emigrar. É certo!

Furto e Cª


Não resisti, tive que roubar esta ao Gato Fedorento:


DEIXA VER SE PERCEBI: Portugal vai ficar sem primeiro-ministro mas não se deve escolher um novo porque os eleitores votaram num partido e não num homem. O PSD vai ficar sem presidente e deve escolher-se um novo porque os delegados votaram num homem e não numa lista. Ah, o que eu não dava para ser do PSD e poder eleger livremente um líder... Como português, não tenho esse privilégio.



julho 06, 2004

Meu país...


Ao ler os jornais hoje de manhã, não soube muito bem o que pensar. Estes jogos de esconde-esconde, de empurra-empurra enojam-me. Já não tenho paciência para estes políticos viciados, oportunistas. Estou farta do diz que disse, e do diz que não disse.

Hipócritas! Este país está cheio de hipócritas. E a maior aglomeração está na classe política. Não generalizo, sei que existem boas pessoas, pessoas que se dedicam à política por causas, por quererem de facto mudar o país e não o lugar do afilhado, ou do filho do amigo, mas estes estão em minoria, diria mesmo em "nanoria".

Quando se vislumbram lugares vagos é vê-los a aparecerem de todos os eixos, a mexer, a espezinhar, a iludir quem conseguem. A dizer coisas antagónicas às que tinham anteriormente dito, mas de forma a que todos pensem que estão a dizer o mesmo.
Já não há pachorra!

Senhores! Antes do vosso lugarzinho ao Sol, está por ordem de prioridades uma outra coisa que se chama PAÍS, que tem uma população de 10 milhões de habitantes e que depende, directamente, do trabalho, que vossas excelências façam aí na Puta da Cadeira (vulgo PDC).

Como não acredito neles, como já provaram ao longo destes anos, que não servem para os cargos que ocupam, como conseguiram bater todos os recordes estatísticos no que toca a fraqueza, a incompetência, decidi dirigir-me ao meu País, personifiquei-o, pois ele é o único em quem ainda acredito e que não merece ser tratado da forma que tem sido.

O meu país é como um actor que já foi estrela e que agora vive de ler cartas de Tarot. Não posso permitir!


Onde vais meu país?
Não conseguimos acompanhar-te.
Tua narrativa baralhou-se e,
A própria História tem dificuldade,

Em saber para onde vais,
Que caminhos percorrerás.
Se aqueles da liberdade,
Ou os que escolher Satanás.

Estamos todos perdidos
De ti, da tua loucura,
Não conhecemos os caminhos
Para a desesperada cura.

Iludiste-nos com o circo,
Alimentaste-nos com o pão.
Essa prática já foi outrora
O alento de outra nação.

Mas hoje os tempos são outros
E só de pão não vivemos.
Concede-nos também o conduto,
E tudo o mais que merecemos!

Queremos encontrar-te!
Juntarmo-nos à tua caminhada.
Por caminhos afáveis ou tortuosos,
Até à Glória tão almejada!

julho 05, 2004

AUSÊNCIA



Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

Sophia de Mello Breyner Andresen


Nenhuma, Sophia!

SOMOS GRANDES!!!

Continuo a achar que o futebol foi o menos importante.
Somos grandes, estivemos unidos, e oxalá que assim continuemos.
Tive pena que os rapazes não erguessem a taça. Mereciam!
Mereciam por todo o trabalho que fizeram, por terem sido superiores a todos os que defrontaram.

Ontem à noite, depois do jogo, saí à rua, para festejar o fim de uma festa linda.

E, tal como eu, centenas de tomarenses fizeram o mesmo.
Não se pulou como em dias de vitória, mas gritámos pela nossa selecção, pela nossa pátria.

Espero que este fervor não esmoreça, assim, de um dia para o outro.
Espero que os nossos políticos nos dêem razões para continuarmos embevecidos pelo nosso país.
Espero que as estatísticas se invertam, e que comecemos a subir.
Espero por um país melhor, porque ele próprio o merece.


E enquanto não tiver razões para isso, não retirarei a bandeira nacional do meu blog. Acho que fica aqui bem.


julho 02, 2004

O menos importante foi o futebol.


Venha o que vier, o menos importante foi o futebol.

Os onze jovens heróis destas terras abandonadas pela Glória já há tantos anos, conseguiram mover montanhas de pudor, de descrença, de abandono patriótico e fazer fervilhar o bom sangue luso.
O mal deste país é a falta de vontade de ser grande, o complexo da pequenez.

Lembro-me de há uns anos quando fiz uma viagem a Nice, na Cote d’Azur, ter tido uma fenomenal discussão com o dono do Hotel onde fiquei instalada, por não nos terem proporcionado as condições que à partida tínhamos comprado. No meio de tal discussão, o francês vira-se para mim e diz-me: vous avez le complexe de la petitesse! Parce que vous êtes portugaise. Atirei-me ao ar! Chamei-lhe chauvinista, e disse-lhe que ele não tinha noção do que era Portugal.

Mais tarde, em Cannes, um grupo de jovens franceses (ignorantes) perguntou-nos de onde éramos. Respondi, Portugal. E um deles, armado em esperto, perguntou-me se ficava na América do Sul. Atirei-me ao ar, novamente, e disse-lhe que o que ele precisava era de estudar um pouco mais, ou então de começar a ler uns livros.

Noutros países por onde passei, tirando a Amália e o Eusébio, poucas outras associações se faziam ao nosso país. Os únicos países por onde passei e que fiquei com a sensação de que as pessoas olhavam Portugal como grande, foram países onde o povo é pequeno, pequeno face à situação económica que os acolhe, tal como a Roménia, Marrocos ou o Brasil.

Nos países onde as comunidades emigrantes são maiores, os autóctones reconhecem-nos a eficiência, a honestidade, a capacidade produtiva, mas quer queiram, quer não, e espero não estar a ferir susceptibilidades, somos emigrantes, classe inferior. Sei que, nalguns casos, esta tendência se está a inverter (ao fim da 3ª ou 4ª geração!).

Mas, agora, reflectindo nestes pequenos episódios e olhando para trás, penso que de facto, Portugal, desde há 500 anos que é pequeno. E aqui não falo em termos geográficos, falo em termos de altivez.
Portugal foi mal gerido ao longo de todos estes séculos, perdemos não só o poder, mas também o orgulho, a fé.
Perdemos até a vontade de nos defendermos. E para um país onde metade da população vive só de aparências, é quase antagónico que tal aconteça.
Queremos ser melhores que o vizinho, ter uma casa maior, ter um carro mais potente, ir passar férias mais longe, e depois? Depois rendemo-nos aos encantos dos outros países e reconhecemos a nossa pequenez.

Não quero ser arrogante, tal como o francês de Nice, nem quero ser satírica tal como o jovem de Cannes, mas acho que temos de ter orgulho no que é nosso.
Defender o que temos de bom e tentar remediar o que temos de mau.

Lá não é como cá, é uma expressão gasta. Já não entra no ouvido.
Tenho orgulho em ser portuguesa, sempre tive. Sempre tive orgulho no meu país.
Sei que somos feitos de uma raça vencedora. Dêem-nos causas.

E terei mais orgulho em saber que este foi o Europeu mais bem organizado de toda a história dos Europeus, do que se formos os vencedores no final do torneio.


Porque as férias estão aí...

...é sempre bom saber que a DECO, lançou um dossier com conselhos sobre as férias e os direitos do turista.